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Archive for the ‘Uncategorized’ Category

POP-MUSIC

Esse trabalho tem como objetivo apresentar as origens e características da música pop, seus principais artistas, com maior foco na “realeza” pop. Mesmo esse gênero musical tendo base também na tecnologia advinda da Revolução Industrial, e mesmo sendo musicas produzida e consumida em massa (pelo povo e para o povo), não se pretende levantar questões alheias ao mainstream, nem a cenas underground. O trabalho tem como foco as músicas produzidas e reproduzidas no grande mercado, e assim aceita pela maioria.

Após a Segunda Guerra Mundial, a sociedade se manifestou culturalmente, cada um a sua maneira. Assim como no cinema, onde gêneros cinematográficos se consolidaram em resposta à guerra, na música não foi diferente. No cinema, gêneros como, Musical (forma de escapismo da realidade fora da tela), Western (para fortificar e consolidar a imagem do americano para sua sociedade) e o Film Noir (como válvula de escape de toda desesperança causada após a guerra); a música também deu sua resposta: o Rock and Roll.

Pop é a abreviação da palavra “popular”, no qual esta definida no dicionário como algo pertencente ao povo; algo muito conhecido, notório; originado entre o povo ou por ele composto ou transmitido. Portanto a música pop (popular) é aquela originada no povo e assim consumida pela grande massa.

Muitas vezes o pop é classificado como canções com maiores vendagens e execução, ou um estilo musical mais diferenciado do rock. Mas para Silvio Anaz, a música pop é caracterizada como um gênero específico da canção jovem.

O aspecto jovem na música caracterizou o estilo que mais tarde viria a influenciar a música pop, e esse aspecto ainda permanece quando se trata de música pop, esse estilo foi o Rock and Roll (advento da fusão do Blues e Country Music).

Na década de 50, o Rock and Roll se popularizou, principalmente entre os jovens. E foi devido a esse sucesso que o espaço se abriu para o gênero pop.

A criação de musicas com diferentes variações do rock e do soul music, com a criação de musicas mais brandas, já era possível identificar características da musica pop.

A Disco Music dos anos 70 trouxe ao pop a sua irreverencia e sua característica dançante, assim como os temas românticos e sensuais.

Características:

  • Jovem e sexy;
  • Características dançantes, temas românticos e sexuais;
  • Redundância sonora, ritmos dançantes em melodias suaves;
  • Versos de fácil memorização;
  • Ênfase na gravação, produção, tecnologia e performance;
  • Refletir as tendências atuais, em vez de progresso.

Music Television, a MTV é um canal de televisão a cabo americano, com sede em Nova York. Foi fundada em 1981. Estruturada numa programação jovem, foi responsável por promover e popularizar a musica pop, através de programas, reality-shows e principalmente por videoclipes. Este último responsável por promover músicas e artista, e revolucionar a indústria fonográfica.

A MTV colaborou para o reinado do pop e de seus artistas na musica popular.

O rei do pop: Michael Jackson, e seu álbum Thriller, lançado em 1982 virou um fenômeno de vendagem e execução. Inovou com seu jeito de dançar, e a invenção do moonwalk, um passo de dança característico.

A rainha do pop: Madonna surge em 1983, e inclui a sexualidade na canção pop, forma de contestar a moralidade, que logo encontrou identificação com comunidades de minorias, como os gays.

Boy Band e Girl Group: os anos 90 foram marcados pelo surgimento de grupos formados por garotos e garotas, como Backstreet Boys e Spice Girl, alcançando bons resultados na Billboard (revista especializada).

Princesinhas do pop: Britney Spears e Christina Aguilera, ambas lançaram suas carreiras em 1999, e ficaram famosas pelos escândalos causados, tanto profissionais quanto pessoais. Sendo até incentivado pela mídia certa rivalidade entre elas. Viraram fenômeno de vendagem e execução já na virada do século.

Lady Gaga: A mistura de musica pop, dance, moda e bizarrice, promoveu o atual destaque Pop. Seu álbum de estreia lançado em 2008, ganhou grande repercussão, e através da comunidade gay vem ganhando cada vez mais espaço no mundo pop.

 

 

Bibliografia

 

ANAZ, Sílvio. “Como funciona a música pop” em http://lazer.hsw.uol.com.br/ musica-pop.htm, em 07 de outubro de 2010.

SOUZA,         Cláudio Manoel. “Música pop, e-music, mídia e estudos culturais”, em http%3A%2F%2Fwww.bocc.uff.br%2Fpag%2Fsouza-manoel-clau dio-musica-estudos-culturais.pdf&ei=SXu3TKqSHMK78gaBk8ScCQ&usg=AFQjCNH P_E5_oO7UQGbIMUoPLBka1dWRKA, em 07 de outubro de 2010.

MENDONÇA, Luciana Ferreira Moura. “Música pop(ular), diversidade e identidades: o manguebeat e outras histórias”, em http%3A%2F%2Fwww.ces.uc.pt%2Fpublicacoes%2Foficina%2F275%2F275.pdf&ei=x3i3TK26JoP_8Ab-xejuCQ&usg=AFQjCNFIJOfHzjD9izZf25CjBbJ3gCX0VQ, em 14 de outubro de 2010.

Dicionário Michaelis On-Line. “Popular”, em http://michaelis.uol.com. br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-portugues&palavra=popular, em 11 de outubro de 2010.

Wikipédia. “Pop music”, em http://en.wikipedia.org/wiki/Pop_music, em 14 de outubro de 2010.

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O Protótipo de um Novo Gênero

No filme Nanook of the North, Robert Flaherty conseguiu se diferenciar dos demais filmes documentais da época, pois saiu do modelo de filmes sobre observação da realidade realizados da epoca, como no caso dos travelogues, que eram filmes narrados em primeira pessoa passando ser apenas uma abordagem descritiva da natureza e da realidade, passando a fazer uso da representação criativa da realidade.

Criando então um método de pesquisa, filmagem e montagem de seus filmes, criou-se a narratividade documentário, adotando técnicas narrativas, provindas da ficção, como criação de dramas, suspenses, como no encontro de Nanook e seu filho e a caça à foca; fazendo uso da manipulação do espaço-tempo, como na relação das câmeras internas e extenas quando Nanook está construindo o iglu.

Enfim, Flaherty se diferenciou em sua epoca, não sendo um mero narrador, pois seus filmes não eram apenas uma observação da realidade,  mas a construção de personagens e um certo antagonistas através dos fatos (no caso, o homem contra a dura natureza), e através de uma desmontagem analistica, como diz Da-Rin, o filme é submetido a uma interpretação.

 

Nanook of the North (1922), de Robert  Flaherty, se diferenciava dos demais filmes de viagem pois o filme de Flaherty articulava-se em torno da vida de uma comunidade, o cineasta tal qual como o narrador da ficção; o filme não era apenas a observação da realidade, mas através dos fatos construir um personagem e um antagonista (homem contra o meio hostil dos desertos gelados); o filme submetido a uma interpretação, chamado como uma desmontagem analítica daquilo que foi filmado.

Atraves de artifícios, Flaherty consegue manter atenção do espectador (que mesmo os filmes de viagem ficando cada vez mais populares, não possuía essas características) através de criação de dramas, tensões e suspenses, como o encontro de Nanook com seu filho, a caça à foca etc.. INCORPORANDO A MONTAGEM NARRATIVA (manipulação do espaço-tempo). Ex.: contrução do iglu, relação de interior-exterior.

A inovação fundamental de Flaherty consistiu na adoção de técnicas narrativas em um terreno onde antes só havia lugar para a mais pura descrição.

NARRATIVIDADE DOCUMENTÁRIA – criação de um método de pesquisa, filmagem e montagem.

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BAZIN – Montagem Proibida e O Realismo Cinematográfico

Os textos a serem analisados são Montagem Proibida e O Realismo Cinematográfico E A Escola Italiana Da Liberação, ambos de Andre Bazin em seu livro O Cinema – Ensaios. Como forma metodológica do desenvolvimento desse texto, será apresentada a idéia principal de cada texto, e assim desenvolver o raciocínio indicado por Bazin.

A começar pelo texto Montagem Proibida, no qual o autor parte do principio a definir a lei estética do ‘realismo’, no qual o que deve ser respeitado é a unidade espacial do acontecimento: “Quando o essencial de um acontecimento depende de uma presença simultânea de dois ou mais fatores da ação, a montagem fica proibida”; e/ou, em um plano deve reunir os elementos que anteriormente foram dispersos pela montagem.

Ainda que esse princípio possa parecer obscuro, ele é muito simples, onde, mesmo se utilizando da narrativa clássica, que mesmo sabendo que se trata de truques, para que possamos acreditar na realidade dos acontecimentos e autenticá-la, um plano deve reunir todos os elementos anteriores. Um exemplo utilizado por Bazin para ilustrar esse principio, é a famosa cena da caça à foca de Nanook, o esquimó, no qual Flaherty mostra num mesmo plano, o caçador, o buraco e a foca. Mesmo se anteriormente cada elemento fosse mostrado separadamente, somente após todos serem mostrados juntos num único plano, é que poderemos acreditar na realidade do acontecimento.

Sendo assim, mesmo Bazin não indicando como conclusivo, fechar essa linha de pensamento se faz necessário, definindo a especificidade do cinema, não mais sendo a montagem, mas sendo o respeito fotográfico da unidade do espaço.

Já em seu texto O Realismo Cinematográfico E A Escola Italiana da Liberação, podemos ter como ponto de partida a idéia de que “a necessidade do relato é mais biológica do que dramática. Ela brota e cresce com a verossimilhança e a liberdade da vida”, que mesmo parecendo inicialmente inocente, nessa indicação contem vários dos tópicos abordados por Bazin ao longo do texto.

“A necessidade do relato é mais biológica…” – Bazin inicia seu texto contextualizando o cinema italiano historicamente, e apontando Rossellini, Lattuada e Blasetti como alguns dos cineastas precursores dessa escola italiana de cinema, situando o momento pós-guerra nessa busca pelo realismo/realidade/real, na fuga do cinema não-realista que remetia ainda ao nazismo.

“… do que dramática…” – a atualidade do roteiro e a verdade do ator são apontadas como sendo a matéria-prima da estética do filme italiano, a utilização indiferente de atores profissionais e atores ocasionais auxiliava tanto a mise-en-scène quanto o ator penetrar em seu personagem.

“… Ela brota e cresce com a verossimilhança…” – entendamos realista todo sistema de expressão, todo procedimento de relato propenso a fazer aparecer mais realidade na tela. Criar a ilusão do real é a forma que a arte encontra para expressar seu realismo, procedente através de artifícios, em cinema, desde, principalmente, do cinema falado, há uma busca de dar ao espectador uma ilusão tão perfeita quanto possível da realidade.

“… e a liberdade da vida.” – Será sempre preciso sacrificar alguma coisa da realidade à realidade, isso porque, através da evolução tecnológica, o cinema adapta seus recursos à forma de captar essa realidade. Em seu tempo, por falta de equipamentos técnicos, os sons e os diálogos eram incorporados ao filme posteriormente, causando perda do realismo, mas ao mesmo tempo, como não havia uma subordinação ao microfone, a câmera se viu livre para brincar e estender seu campo de ação, aumentando seu grau de realidade.

Enfim, através de roteiros originais baseados em fatos sociais e sua direta realidade/atualidade, com personagens complexos, no qual ganham uma verdade perturbadora na tela através de sua mise-en-scène o cinema italiano representa um humanismo revolucionário e uma realidade que raramente o cinema se aproximou.

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JÁ FAZEM PARTE DA FAMILIA

“Quase todo o Brasil cabe nessa foto”

– Luiz Felipe de Alencastro (historiador)

 

O filme Babás, de 2010, roteirizado e dirigido por Consuelo Lins, direção de fotografia de Pedro Ucrano, montagem de Daniel Garcia, narração de Fravia Castro, do gênero documentário, faz uma abordagem histórica e sócio-cultural sobre a função exercida pelas babás.

Foi apresentado no quarto dia dentro da programação da Mostra Competitiva Nacional do II CachoeiraDoc, festival de filmes documentários exibidos no Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia na cidade de Cachoeira, Bahia.

Consuelo Lins, sendo uma realizadora e acima de tudo, grande pesquisadora sobre o cinema documentário tem a obra de Eduardo Coutinho como objeto de importantes trabalhos, mas nesse filme exatamente, foge do modo filme utilizado por Coutinho, conhecido por seus filmes-entrevistas.

O contexto da foto no qual se inicia esse texto, e o próprio filme, tirada em Recife em 1860, é interessante por conta dos signos que estão inseridos na imagem. A narradora divaga sobre a composição da imagem, justificando a presença da babá, somente pela presença do garoto, garoto esse que ela amamentou e transferiu todo sentimental fraternal, pois certamente seu filho legítimo lhe foi tirado, para que ela fosse sua e exclusiva ama-de-leite.

É um filme intrigante, pois desloca a referencia do espectador quando tentado a caracterizar o seu “tipo”, pensando nas modalidades de documentários definidas por Bill Nichols, em suas famosas “caixinhas”. Ora nos dá certeza de ser um filme do “modo expositivo”, principalmente quando faz uso da narração em off, e pelo levantamento histórico, como se quisesse nos dar uma aula sobre um assunto, o assunto; mas ora também transita pelo “modo observacional” quando opta pela não interação com as babás escolhidas. Então nada disso faz sentido, e depois o pensamos como um filme híbrido que pode ser tudo. E essa inquietação do espectador é fruto da inquietação da própria Consuelo Lins, sobre o seu não saber tratar com um tema que por vez passa a ser muito pessoal.

Lembra que citei nosso bom e velho Bill Nichols? Olha ele aí novamente: Em seu texto “Por que as questões éticas são fundamentais para o cinema documentário?” a ética vem para lembrar o cineasta que há conseqüências nessa relação entre quem filma e quem é filmado, estendendo também essa relação ao espectador.

Mas além de nos atentar às formas de tratamento com nosso “objeto”, há uma questão maior, no que diz respeito à como representar essas pessoas.

Como essas babás são representadas no filme? Qual o tratamento recebido pela realizadora? Condiz com a imagem presente no discurso social? Acredito que sim, reforçando a condição de submissão que soa durante a apresentação histórica e perversa com que essas profissionais sofreram/sofrem desde sua possível gênesis.

Elas não falam. Não têm opinião. São quietas. Recebem ordens e dão (devem) atenção aos nhozinhos. Filhos dos senhores que não tem tempo para tal.

Mas a voz da sinhá, nós ouvimos o filme inteiro. Ela não para. Ela sabe das coisas, está nos ensinando tudo, e pelo que ela diz temos até pena dessas pobres criaturas condenadas a cuidar dos filhos alheios, enquanto os seus próprios filhos estão sabem lá com quem em suas casas.

“Eu não podia imaginar um trabalho que me obrigasse a ficar seis dias longe do meu filho”, reflexão dita em voz off após nos apresentar Denise, sua babá há 12 anos. Imaginação, colocada grosso modo como uma capacidade de representar, relacionar, criar, inventar ou construir imagens, da qual essas babás renunciam, por um trabalho.

Como o documentário é uma representação da realidade, e não reprodução, e esse contato com a realidade se dá através da alteridade, a troca com o outro, a relação de quem filma e quem é filmado, é necessário aplicar as questões éticas no documentário (assunto já abordado).

O que nos interessa agora é a questão da alteridade. Como essa relação com outro é abordada no filme. Há duas divisões que foram percebidas durante o filme, em sua primeira parte, a fuga, a renuncia à essa alteridade, sendo um filme de apresentação, e logo as imagens servindo de ilustrações para o que é dito (e muito bem dito) nessa voz suave, mas off; e então logo depois notamos um ar de Coutinho, pois há as entrevistas e o contato com o outro, quando finalmente a criadagem pode falar, mas ó, a criadagem dos outros, pois “não me senti a vontade pra entrevistar quem ainda trabalha comigo, achei que essas conversas podiam ser comprometidas pela situação patroa-e-empregada”, ok, vamos em frente.

Mas com tanto engessamento, e mudez dessas amas-de-leite, elas gritam mais alto do que se falassem o filme inteiro. “Estamos aqui!” gritam. “Sim, o filme é sobre vocês!” notamos.

A patroa fala. As babás gritam. E nessa relação de quem fala, quem escuta e o espectador, Bill Nichols aponta o documentário como um discurso. Mas para Comolli não, e é justamente pensando nele que venho baseando o meu (pseudo) sarcasmo.

Para Comolli, em seu texto “Sob o risco do real”, o documentário não está no discurso, mas sim na práxis (na prática), ponto que podemos identificar como sendo a especificidade do documentário, se diferenciando da ficção, da disponibilidade de quem ou daquilo que escolhemos para filmar.

O documentário é cena, e não roteiro, a construção do documentário se dá ao longo do seu percurso, através da relação (fricção) dos corpos no espaço, o embate entre a misé-em-scene de quem filma com a misé-em-scene de quem é filmado, e não uma idéia ou discurso preestabelecido.

Que aponta para outro fato intrigante (eu já disse que acho esse documentário intrigante?), pois em seus créditos finais, o filme nos apresenta Consuelo Lins não apenas como diretora, mas também roteirista e Flavia Castro como narradora. Pausa dramática para refletir. E mais inquietação.

Após todo o filme, ficamos mais fascinados pelo trabalho de Consuelo Lins, uma realizadora capaz de levantar questões e tirar o espectador da zona de conforto e da passividade, portanto merecedora de todos os aplausos, elogios e respeito. Pois um documentário bem sucedido é àquele capaz de se deixar transparecer, escapar sua precariedade do fazer o filme, e colocar o espectador nesse lugar de crença e descrença do que está sendo projetado.

 

BIBLIOGRAFIA

CAIXETA, Rubens; GUIMARÃES, César. Pela distinção entre ficção e documentário, provisoriamente. In: Ver e Poder – A inocência perdida: cinema, televisão, ficção, documentário. Belo Horizonte : Editora UFMG, 2008

COMOLLI, Jean-Louis. Sob o risco do real. Ver e Poder – A inocência perdida: cinema, televisão, ficção, documentário. Belo Horizonte : Editora UFMG, 2008.

NICHOLS, Bill. Por que as questões éticas são fundamentais para o cinema documentário?. Introdução ao documentário. Campinas, SP : Papirus, 2005.

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